Descrições

Escrita criativa/escrita para apropriação de técnicas e modelos
Desafio: Descrição do casamento da Andorinha Sinhá e do Rouxinol
(trabalho integrado no estudo da obra O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá)


“Para que essa história terminasse alegremente, o meu dever seria descrever a festa dada à noite pelos pais da Andorinha Sinhá. Talvez mesmo contar algumasdas anedotas com que o Papagaio divertiu os convidados. Tinham comparecido todos os habitantes do parque, menos o Gato Malhado. A Manhã descreveu a festa inteirinha ao Tempo, dando detalhes dos vestidos, das comilanças, da mesa de doces, da ornamentação da sala. Mas tudo isso o leitor pode imaginar a seu gosto,com inteira independência. Apenas direi que era maviosa a orquestra dos pássaros e que o seu melodioso rumor chegava até o Gato Malhado, solitário no parque.” 
                      Jorge Amado, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá



Descrição da cerimónia de casamento da Andorinha Sinhá


Estava engalanada a casa onde se ia desenrolar a cerimónia do casamento da Andorinha e do Rouxinol, havendo no ar um certo toque a aroma de maçã que fazia lembrar tempos de meninice.
Na entrada havia uma coroa de flores à volta da porta, alternando entre rosas, margaridas e orquídeas, e estendia-se diante dos convivas um tapete de linho bordado pela mãe da Andorinha, rodeado de flores.
Ao meio, uma mesa de madeira com uma toalha de renda, quadrada, cujas pontas quase tocavam no chão encerado. Nas paredes estendiam-se retratos de falecidos parentes da Andorinha e do tecto pendia um candeeiro de velas pendurado por um fino fio de metal envolto em ouro. 
O ambiente era cuidado, assim como o vestuário do papagaio que, envergando um casaco de veludo preto e umas calças de tecido tingido, tentava seduzir a pomba. A Andorinha vinha com um vestido lindíssimo, branco reluzente, quase ofuscante e com a face retocada de maquilhagem.
Como pratos principais havia um cozido de minhocas ou em alternativa guisado de porco, ambos confeccionados sobre uma fogueira e com uma boa apresentação, servidos em pratos de barro.
Para sobremesa houve pudins e um soufflet de frutas. O bolo de casamento foi feito com bagas vermelhas e agradou aos convidados.
Fez-se uma grande cerimónia à qual era impertinente faltar.






Francisco Santos, nº5, 8ºA








Descrição do casamento da Andorinha Sinhá


       O casamento da Andorinha Sinhá e do rouxinol foi de sonho. Poderia não ser o marido que ela desejava, mas a boda foi do melhor possível.
       A igreja estava magnífica, transmitia uma sensação de Primavera. À entrada estavam duas velas enormes, eram esculturas, à direita encontrava-se a deusa Afrodite em cera e à esquerda a deusa Hera.
       Cada uma das deusas tem um significado especial, a deusa Afrodite representa o amor e a deusa Hera o casamento.
       Da entrada até ao altar existia uma passadeira branca com as extremidades repletas de flores de várias cores, mas o cor-de-rosa predominava.
       Havia dez bancos de cada lado da igreja e o altar estava perfeito, simples mas a completar o conjunto de decoração.
       Depois de todos os convidados terem chegado e ocupado os seus lugares, a banda sonora composta por melros deu início à respectiva entrada do rouxinol.
       O rouxinol atravessou a passadeira muito ansioso, e, quando chegou ao altar, não tardou em limpar a gota de suor que lhe corria pelo bico.
       Como era de esperar, a noiva não chegou no tempo previsto, mas quando a Andorinha entrou, fez os bicos caírem...estava linda! E ao voar até ao altar o seu vestido seguia o movimento, o que dava uma sensação de leveza.
       Não vou falar da parte em que ambos se aceitam como marido ou como mulher pois acho muito aborrecido.
       O almoço foi na praia, o dia continuou muito bem, todos conviviam e todos se contagiavam pela música.
       A Andorinha, por um dia, sentiu-se como uma princesa, mas o seu pensamento estava longe... bem longe.


                                             Mariana Gonçalves, nº 11, 8ºA